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A remoção das amígdalas ou das adenoides pode ajudar adultos com apneia obstrutiva do sono (AOS)? | Resmed Brasil

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A remoção das amígdalas ou das adenoides pode ajudar adultos com apneia obstrutiva do sono (AOS)?

Principais pontos

  • Amígdalas ou adenoides aumentadas podem estreitar as vias aéreas, contribuindo para os sintomas da apneia obstrutiva do sono (AOS) em alguns adultos.²

  • Em alguns casos, a remoção das amígdalas e adenoides pode ajudar a reduzir os sintomas da AOS, especialmente em adultos com amígdalas grandes e AOS leve a moderada.¹⁹

  • A terapia com CPAP continua sendo o tratamento mais eficaz para a AOS,²⁶ mas a cirurgia pode ajudar a melhorar o conforto ou os resultados quando combinada com o CPAP.

  • Os resultados da cirurgia variam de acordo com a estrutura corporal, a idade e o estado geral de saúde. Por isso, é importante conversar com seu profissional da saúde sobre os benefícios, riscos e expectativas de recuperação.³⁸˒⁴³˒⁴⁴˒⁴⁵

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição na qual as vias aéreas superiores são obstruídas repetidamente durante o sono, dificultando o fluxo de ar. Essas obstruções podem reduzir ou interromper completamente o fluxo de ar, fazendo com que a sua respiração seja interrompida ao longo da noite.¹ Em alguns casos, essas pausas podem acontecer quando amígdalas e adenoides aumentadas obstruem as vias aéreas.²

Se você está procurando uma forma de controlar seus sintomas de AOS, seu profissional da saúde pode discutir opções de tratamento, como a amigdalectomia/adenoidectomia (T&A). Para alguns adultos, a remoção das amígdalas ou adenoides aumentadas pode facilitar a respiração durante o sono. Embora a pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) seja altamente eficaz e seja o método mais usado e compreendido para tratar a apneia do sono,²⁶ seu profissional da saúde pode ajudar a determinar se uma cirurgia como essa poderia complementar seu tratamento com CPAP.

Saiba mais sobre a remoção de amígdalas e adenoides para apneia obstrutiva do sono antes de marcar uma consulta cirúrgica.

Entendendo o papel das amígdalas, adenoides e da apneia obstrutiva do sono em adultos

A estrutura e a função das suas vias respiratórias podem influenciar o risco de apneia obstrutiva do sono (AOS). Se você tem AOS, pode ser útil entender o que são amígdalas e adenoides e como elas podem estar contribuindo para os seus sintomas.

Estrutura corporal e a função das vias respiratórias

As amígdalas e as adenoides fazem parte do seu sistema imunológico. As amígdalas, localizadas na parte de trás da garganta, produzem células de defesa e ajudam a filtrar bactérias e vírus.³ As adenoides ficam mais acima na garganta, logo atrás do nariz. Elas ajudam a filtrar organismos que podem causar infecções.⁴

Devido à sua localização, amígdalas ou adenoides aumentadas podem estreitar as vias respiratórias, o que pode dificultar a respiração confortável durante o sono e contribuir para os sintomas da AOS em algumas pessoas.²

A estrutura das vias respiratórias também pode influenciar a forma pela qual a cirurgia das amígdalas ou das adenoides afeta a AOS. A amigdalectomia pode ser mais indicada para pessoas que têm amígdalas maiores. Quando as amígdalas estão visivelmente aumentadas, há mais tecido para remover. A remoção desse tecido extra pode ajudar a abrir as vias aéreas e facilitar a respiração durante o sono em algumas pessoas com apneia obstrutiva do sono.

O mesmo princípio vale para as adenoides. Adenoides maiores podem estar associadas a sintomas mais evidentes de AOS.⁷ Portanto, a cirurgia pode funcionar melhor em pessoas com maior volume de tecido.

Os profissionais de saúde usam a escala de Brodsky para avaliar o tamanho das amígdalas e entender como isso pode se relacionar com os sintomas da apneia obstrutiva do sono. A escala de Brodsky varia de 0 a 4+. Uma classificação 4+ indica que as amígdalas ocupam mais de 75% da parte central da garganta.⁸

O termo “apneia” significa que você para de respirar por pelo menos 10 segundos. “Hipopneia” é quando há uma obstrução parcial das vias aéreas, de forma que a respiração fica mais superficial do que o normal. Um exame do sono em casa ou em laboratório pode fornecer seu índice de apneia-hipopneia (IAH), que mostra quantas apneias e hipopneias você tem por hora enquanto dorme, além de fornecer uma média.

Quão comuns são as amígdalas/adenoides aumentadas em adultos com AOS?

Os pesquisadores ainda não determinaram exatamente quantos adultos apresentam tanto AOS quanto amígdalas aumentadas. No entanto, estudos sugerem que amígdalas aumentadas podem estar associadas a uma maior probabilidade de AOS. Segundo a American Thoracic Society, amígdalas aumentadas são consideradas um fator de risco para AOS.¹¹ O aumento das adenoides é relativamente incomum em adultos, mas, quando ocorre, pode obstruir parcialmente as vias aéreas durante o sono.¹² Isso também pode contribuir para os sintomas da AOS.

Tanto a obesidade quanto o aumento das amígdalas e das adenoides podem contribuir para o estreitamento das vias aéreas. Se você tem amígdalas ou adenoides grandes, elas podem obstruir fisicamente as suas vias aéreas. Em pessoas com excesso de peso ou obesidade, o acúmulo de gordura ao redor do pescoço, da língua e do palato mole pode reduzir ainda mais o espaço das vias aéreas.13 Essas condições, juntas, podem aumentar a probabilidade de estreitamento das vias aéreas durante o sono, o que pode dificultar a respiração.

Amígdalas aumentadas podem ter um impacto ainda maior se você tiver certas características. Por exemplo, se você tiver uma língua grande, ela pode pressionar as amígdalas. Isso deixa as vias aéreas ainda mais estreitas. Outro exemplo é ter um palato mole mais longo, que pode vibrar durante o sono, aumentando a gravidade do ronco.¹⁴

O tamanho das suas amígdalas também pode ser mais significativo se você tiver apneia obstrutiva do sono associada a qualquer uma das condições abaixo:⁴⁶

  • mandíbula inferior estreita

  • palato duro estreito

  • obstrução nasal

Médico explica a um paciente imagens das vias respiratórias durante uma consulta sobre apneia do sono.

Como os profissionais da saúde avaliam se a cirurgia pode ajudar

Um dos primeiros passos para encontrar o tratamento certo é fazer um estudo do sono. Os testes de sono em casa (HSTs) são dispositivos que você leva para casa e usa enquanto dorme no conforto da sua própria cama. Eles monitoram seu corpo durante o sono e compartilham informações valiosas com o seu profissional da saúde sobre o seu padrão de sono.

A polissonografia (PSG), ou estudo do sono em laboratório, é feita durante a noite em um laboratório, onde um técnico pode acompanhar seu sono.¹ A PSG registra informações importantes, como ondas cerebrais, níveis de oxigênio no sangue, frequência cardíaca, frequência respiratória e movimentos dos olhos e das pernas, para ajudar a diagnosticar distúrbios do sono. Seu profissional da saúde pode recomendar uma PSG se você tiver um histórico médico mais complexo e puder se beneficiar de um monitoramento do sono mais abrangente. Se você recebeu o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono (AOS) há anos, seu profissional da saúde pode recomendar um novo estudo do sono. Isso pode ajudar a entender melhor suas necessidades atuais e ajustar seu plano de tratamento.

Embora um estudo do sono possa ajudar seu profissional da saúde a determinar se amígdalas e/ou adenoides aumentadas estão contribuindo para sua AOS, um exame físico também pode ser útil. Durante esse exame, o seu profissional da saúde observará o palato, a língua, a úvula e outras estruturas para confirmar se suas amígdalas estão aumentadas.

Devido à localização, as adenoides não são tão fáceis de visualizar. Para avaliá-las, seu profissional da saúde pode inserir uma câmera pelo nariz. A câmera é acoplada a um tubo fino e flexível.¹⁶ Você pode sentir um leve desconforto, mas a maioria das pessoas não considera o exame doloroso.

Seu profissional da saúde também pode recomendar exames de imagem ou uma endoscopia do sono induzida por medicamentos (DISE). Diversos tipos de imagem, incluindo tomografias, raios X e ressonâncias magnéticas, podem ajudar o profissional da saúde a avaliar as vias aéreas e entender se amígdalas ou adenoides aumentadas podem estar contribuindo para os problemas respiratórios.¹⁷

A DISE envolve verificar as vias aéreas superiores em condições que imitam o sono natural.¹⁸ Antes do procedimento, você receberá medicação para se sentir sonolento e relaxado. Em seguida, um profissional de saúde usará um tubo fino e flexível com uma câmera iluminada para observar o interior das suas vias aéreas. A DISE pode ajudar o profissional da saúde a observar como suas vias aéreas se comportam durante o sono, o que pode revelar problemas que não aparecem quando você está totalmente acordado.

A amigdalectomia e a adenoidectomia funcionam para adultos com apneia obstrutiva do sono?

A amigdalectomia e a adenoidectomia podem ser consideradas opções de tratamento para algumas pessoas com apneia obstrutiva do sono (AOS). Em um estudo, os pesquisadores descobriram que os participantes submetidos à amigdalectomia apresentaram redução nas pontuações do índice de apneia-hipopneia (IAH).¹⁹ Em média, a gravidade da AOS caiu de moderada para leve entre os participantes do estudo.

Resultados da cirurgia em adultos

Pesquisas sugerem que a taxa de sucesso em pessoas que fazem amigdalectomia para tratar AOS ou ronco é de 47,6%.²⁰

No entanto, a amigdalectomia e a adenoidectomia podem melhorar a qualidade de vida da pessoa. Em um estudo, mais de 90% dos participantes disseram que o tratamento melhorou seus níveis de energia, sua saúde geral e seu bem-estar.²³

Quem se beneficia mais com a cirurgia?

Pessoas com amígdalas maiores podem apresentar uma melhora mais significativa com a amigdalectomia do que pessoas com amígdalas menores.⁴⁷ Isso pode ocorrer porque amígdalas maiores podem bloquear as vias aéreas e tornar os sintomas da apneia obstrutiva do sono (AOS) mais evidentes. Para pessoas com obesidade, a remoção de tecido que obstrui as vias aéreas pode ajudar a melhorar o fluxo de ar durante o sono.

A amigdalectomia geralmente é considerada segura para adultos.²⁴ Adultos mais velhos podem ter uma recuperação mais lenta devido a outras condições de saúde.²⁵ No entanto, a cirurgia em pessoas mais velhas deve ser considerada com cuidado, avaliando-se os benefícios e os riscos.

A estrutura das suas vias aéreas também pode influenciar o quanto a cirurgia funciona bem. A amigdalectomia e/ou adenoidectomia podem ser mais benéfica para pessoas que não têm outras diferenças anatômicas faciais, como mandíbula inferior ou superior estreita.¹³˒¹⁴˒⁴⁸

A gravidade da AOS também pode desempenhar um papel importante para determinar se a cirurgia é a abordagem certa. Algumas pesquisas sugerem que a amigdalectomia é mais eficaz em pessoas com AOS leve ou moderada.¹⁹ Se você recebeu o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono grave, seu profissional da saúde pode ajudar a determinar se a cirurgia é apropriada como parte do seu plano geral de tratamento.

Comparando a cirurgia com outros tratamentos

A pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é altamente eficaz e é o método mais utilizado e mais compreendido para tratar a AOS.²⁶ Trata-se também de um tratamento para a apneia obstrutiva do sono que não envolve o uso de medicamentos, com praticamente nenhum efeito colateral relacionado a medicamentos. Quando usada conforme orientado, pode ajudar a aliviar alguns dos seus sintomas de AOS.²⁷˒²⁸

Se você tem amígdalas ou adenoides aumentadas, seu profissional da saúde pode sugerir combinar a cirurgia com o tratamento com CPAP. Em alguns casos, outros procedimentos, além da amigdalectomia e/ou adenoidectomia, também podem ser considerados. Por exemplo, a uvulopalatofaringoplastia (UPPP) pode ser uma opção se o palato mole estiver contribuindo para sua apneia obstrutiva do sono.²⁹ Seu profissional da saúde pode ajudar a determinar qual abordagem pode ser mais apropriada com base na estrutura das suas vias aéreas e na sua saúde geral.

Procedimentos voltados para a língua também podem ser considerados se caso sua língua obstrua suas vias aéreas durante o sono. Exemplos incluem ablação por radiofrequência, avanço do músculo genioglosso e estimulação do nervo hipoglosso.³⁰˒³¹˒³² Esses procedimentos atuam em diferentes partes das vias aéreas, por isso é importante conversar com seu profissional da saúde sobre se alguma dessas opções pode ser adequada para você.

Resultados a longo prazo

Segundo pesquisadores, em adultos com AOS, a amigdalectomia demonstrou proporcionar melhora de longo prazo em cerca de 38,5% dos casos.³³ No entanto, os sintomas da AOS podem retornar com o tempo.

Por exemplo, se o seu índice de massa corporal aumentar, os sintomas da AOS podem reaparecer, mesmo sem tecido adicional de amígdalas ou adenoides para bloquear as suas vias aéreas.⁴⁹ Se você tiver qualquer uma das diferenças anatômicas das vias aéreas mencionadas acima, pode precisar de outros tratamentos para manter os sintomas da apneia obstrutiva do sono sob controle.

Pessoa descansando em um sofá, representando a recuperação após o tratamento da apneia obstrutiva do sono.

Considerações práticas para adultos que estão pensando em se submeter a uma cirurgia

Se a cirurgia for uma opção, vale a pena entender o que acontece durante o procedimento e o que você pode esperar na recuperação. Como toda cirurgia, a amigdalectomia e a adenoidectomia apresentam alguns riscos.

O que acontece durante a cirurgia

O que acontece durante o procedimento depende do método usado pelo cirurgião. Alguns cirurgiões utilizam técnicas tradicionais, enquanto outros usam uma abordagem intracapsular.³⁴ O método tradicional envolve remover toda a amígdala, incluindo a fina camada de revestimento (cápsula) que a separa dos músculos da garganta. Na abordagem intracapsular, o cirurgião remove a amígdala, mas deixa a cápsula no lugar.

Em alguns casos, é possível combinar a remoção de amígdalas/adenoides com outros procedimentos. Por exemplo, você pode fazer uma amigdalectomia e uma redução da língua ao mesmo tempo.³⁷ Combinar procedimentos traz alguns riscos, por isso vale a pena conversar com seu profissional da saúde sobre as questões de segurança envolvidas.

Recuperação e possíveis riscos

Seu cirurgião pode recomendar repouso por 1 a 2 semanas após uma amigdalectomia.³⁸ No entanto, a recuperação é individual e pode variar de pessoa para pessoa. Você pode precisar de um pouco mais de tempo para voltar às suas atividades normais.

É comum sentir alguma dor após o procedimento. Seu cirurgião pode prescrever analgésicos ou orientar você a tomar medicamentos de venda livre.³⁹ Por exemplo, alguns profissionais da saúde recomendam alternar ibuprofeno com paracetamol.

Embora a amigdalectomia seja um procedimento comum, existem alguns riscos potenciais:⁴¹

  • sangramento

  • alterações na voz⁴²

  • dificuldade temporária para engolir

Algumas pessoas também apresentam dor de garganta e problemas na mandíbula, boca ou dentes. Em alguns casos, esses problemas podem persistir por mais de seis meses após a cirurgia.⁴² Se você tiver complicações de longo prazo, entre em contato com seu cirurgião.

Tomando a decisão

Se você está pensando em se submeter à cirurgia, pergunte ao seu profissional da saúde ou cirurgião:

  • Minhas amígdalas e/ou adenoides estão aumentadas o suficiente para contribuir para a AOS?

  • Que tipo de procedimento você recomenda? Por quê?

  • O que acontecerá se eu não fizer a cirurgia?

  • Quais são os riscos?

  • Como é o processo de recuperação?

Também é útil ter expectativas realistas sobre a melhora. Pode haver algum inchaço e sangramento após a cirurgia. Isso pode atrapalhar seu sono e dificultar perceber se a cirurgia está ajudando você a controlar seus sintomas de AOS.

Antes de optar pela cirurgia, é uma boa ideia fazer uma avaliação completa do sono para determinar se você tem apneia obstrutiva do sono (AOS) leve, moderada ou grave. Seu profissional da saúde também pode fazer exames para determinar se amígdalas/adenoides aumentadas estão afetando o seu sono.

A cirurgia envolve riscos e pode ser considerada uma opção cara para algumas pessoas. Por isso, talvez seja uma boa ideia considerar primeiro outros tratamentos não cirúrgicos. O tratamento com CPAP continua sendo o tratamento padrão para a AOS. Perder peso, mudar a posição de dormir e adotar outras mudanças no estilo de vida também podem ajudar a controlar os sintomas da apneia obstrutiva do sono.⁴³

Considerações especiais para adultos com maior risco

Para pessoas com obesidade grave, pode haver um risco maior de complicações durante a cirurgia.⁴⁴ Seu profissional da saúde pode recomendar uma avaliação pré-operatória para determinar se a cirurgia é uma opção segura. Essa avaliação pode ajudar sua equipe cirúrgica a adotar medidas extras de proteção.⁴⁵

Você também pode precisar de cuidados adicionais se for uma pessoa idosa, tiver características faciais ou das vias aéreas específicas, ou tiver obstrução em mais de uma área. Em alguns casos, o cirurgião pode recomendar a combinação de procedimentos para tratar bloqueios em diferentes partes da garganta.

Embora a terapia com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) continue sendo o tratamento padrão para a AOS, você pode considerar a cirurgia se o tratamento com CPAP sozinho não estiver trazendo os resultados desejados. A cirurgia também pode ser uma opção para pessoas que apresentam obstruções causadas por diferenças na estrutura das vias aéreas. A remoção desses bloqueios pode ajudar a reduzir os sintomas da apneia obstrutiva do sono.

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