É possível tratar a apneia do sono sem CPAP? Explorando as alternativas
Pontos principais:
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A terapia com CPAP é o tratamento mais eficaz para a apneia obstrutiva do sono (AOS)¹⁶, mas existem outras opções que podem ajudar caso o CPAP não seja a escolha mais adequada para você.¹⁷
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Aparelhos intraorais personalizados podem ser uma opção de tratamento para algumas pessoas com apneia do sono leve a moderada.5
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Mudanças no estilo de vida — como perder peso, evitar o álcool, parar de fumar e melhorar os hábitos de sono — podem ajudar a dormir melhor e a reduzir os sintomas.31
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Em alguns casos, cirurgias ou dispositivos implantáveis podem ser considerados como opções de tratamento para a apneia do sono.30
Para muitas pessoas com apneia do sono, a terapia com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) desempenha um papel fundamental no apoio a um sono melhor, mais energia, relacionamentos mais saudáveis e bem-estar geral.
O CPAP é um dispositivo que aplica uma pressão de ar suave para manter as vias respiratórias abertas enquanto você dorme. Dados de mais de 1 milhão de pessoas mostram que o CPAP pode ajudar quem tem apneia do sono a viver mais, com o tratamento reduzindo o risco geral de morte em 37%.¹ No entanto, a adaptação à terapia com CPAP é algo muito pessoal. Quando usado conforme as orientações, algumas pessoas podem sentir alívio dos sintomas já na primeira noite.¹⁸¹⁹ Para outras, pode levar algum tempo para perceber as melhorias.
Se você tem dificuldades para usar o seu dispositivo CPAP, é importante saber que você não está sozinho(a). Algumas pessoas enfrentam desafios com o ajuste da máscara ou com a sensação do ar pressurizado — e essas são razões válidas para buscar apoio adicional ou explorar alternativas. Embora o CPAP continue sendo o tratamento mais eficaz para a apneia obstrutiva do sono (AOS)¹⁶, outras abordagens podem ajudar a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade do sono para algumas pessoas.²
O passo mais importante é conversar com o profissional de saúde que acompanha seu sono antes de fazer qualquer mudança no seu plano de tratamento. Seu profissional de saúde pode ajudá-lo(a) a ajustar o tratamento e encontrar o caminho certo para um sono melhor, uma saúde melhor e uma vida melhor.
Entendendo suas opções de tratamento sem CPAP
Antes de explorar alternativas ao CPAP, é importante compreender bem a sua apneia do sono. O caminho de tratamento mais adequado depende de vários fatores, incluindo o tipo e a gravidade da sua condição.
Tipos de apneia do sono e seu impacto na escolha do tratamento
O diagnóstico correto é o primeiro passo. Ele geralmente envolve um exame do sono durante a noite — que pode ser realizado em casa ou em um laboratório especializado. Seu médico pode ajudá-lo(a) a decidir qual tipo de exame é o mais indicado para você. Após a realização do exame, os resultados podem indicar que você tem um dos três principais tipos de apneia do sono:
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Apneia obstrutiva do sono: A forma mais comum, em que as vias aéreas superiores ficam obstruídas várias vezes durante o sono. Essa obstrução pode reduzir ou interromper completamente o fluxo de ar.
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Apneia central do sono: Um tipo menos comum em que o cérebro não envia os sinais adequados para os músculos que controlam a respiração.
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Apneia do sono mista: Combina características da apneia central e da apneia obstrutiva do sono. Durante o mesmo evento, pode haver inicialmente ausência do estímulo respiratório, seguida pelo fechamento da via aérea.
O exame do sono também mede o seu índice de apneia-hipopneia (IAH), que indica quantas vezes a sua respiração para parcial ou totalmente por hora de sono. Esse número ajuda o seu profissional de saúde a entender a gravidade da sua apneia — classificada como leve (IAH 5–14), moderada (IAH 15–29) ou grave (IAH 30+). Conhecer o seu IAH é fundamental para identificar o tratamento mais adequado.²
Por que algumas pessoas buscam alternativas ao CPAP?
Reconhecer os desafios do cotidiano com a terapia CPAP é uma parte importante do processo de encontrar o que funciona melhor para você. Sentir-se frustrado(a) não significa que você falhou; significa apenas que é hora de conversar com o seu profissional de saúde e explorar outras soluções juntos.
Entre as experiências mais comuns, estão:
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Desconforto com a máscara. Se a máscara não se ajustar corretamente, pode causar vazamentos de ar, irritação na pele ou feridas por pressão na ponte do nariz.⁴
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Dificuldade com a pressão do ar. Acostumar-se com a sensação de respirar com o ar pressurizado pode levar algum tempo, especialmente no início da terapia.
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Claustrofobia ou ansiedade. Para algumas pessoas, usar uma máscara sobre o nariz ou o rosto pode parecer sufocante e provocar sentimentos de ansiedade.
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Estilo de vida e viagens. Os dispositivos de CPAP são cada vez mais portáteis, mas é importante considerar com que frequência você precisará viajar com o equipamento.
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Custos relacionados ao tratamento. Para algumas pessoas, os custos do equipamento, da máscara e da reposição periódica de alguns componentes podem dificultar a continuidade da terapia.⁴
Conversando com o seu profissional de saúde sobre alternativas
Se você está considerando opções além do CPAP, converse com o profissional de saúde responsável pelo seu acompanhamento. Ele poderá avaliar suas necessidades, esclarecer dúvidas e ajudá-lo(a) a entender quais abordagens terapêuticas podem ser mais adequadas para o seu caso.
O tratamento da apneia do sono geralmente envolve uma equipe multidisciplinar. Dependendo de cada caso, médicos, fisioterapeutas e dentistas com formação em Odontologia do Sono podem atuar de forma integrada para definir o plano de cuidado mais adequado para você
Aparelhos intraorais e soluções odontológicas
Para algumas pessoas com apneia obstrutiva do sono leve a moderada, um aparelho intraoral personalizado pode ser uma alternativa eficaz e conveniente ao CPAP.⁵

Dispositivos de avanço mandibular (DAM)
Os dispositivos de avanço mandibular (DAM) são o tipo mais utilizado de aparelho intraoral para o tratamento da apneia obstrutiva do sono.²⁰ Quando indicados, eles são confeccionados sob medida para cada paciente e atuam posicionando suavemente a mandíbula mais à frente durante o sono. Isso ajuda a manter a via aérea mais aberta e a reduzir os episódios de obstrução respiratória. ⁵
É importante que o seu dispositivo seja confeccionado sob medida por um dentista especializado em odontologia do sono. Embora existam opções de protetores bucais vendidos sem receita médica — as chamadas opções moldáveis por aquecimento em água —, esses dispositivos de tamanho único não foram feitos para a estrutura única do seu corpo. Além disso, especialistas geralmente não os recomendam, pois costumam ser menos eficazes e podem causar desconforto nos dentes e na mandíbula.²¹²²
Seu dentista pode orientá-lo(a) durante o período de adaptação para encontrar a posição ideal da mandíbula em termos de conforto e eficácia. Consultas regulares de acompanhamento são importantes para monitorar possíveis efeitos colaterais dentários a longo prazo, como alterações na mordida.²¹
Dispositivos de retenção lingual (DRL)
O dispositivo de retenção lingual (DRL) é outro tipo de aparelho oral. Em vez de movimentar a mandíbula, ele usa sucção suave para manter a língua em uma posição mais avançada, impedindo que ela caia de volta para as vias aéreas durante o sono. Pode ser uma opção para pessoas que não podem usar um DAM devido a uma diferença estrutural da mandíbula ou dos dentes.²³ A adaptação ao dispositivo de retenção lingual pode levar algum tempo, por isso converse com o seu profissional de saúde sobre conforto e manutenção.
Abordagens de terapia combinada
Às vezes, a abordagem mais eficaz não é um único tratamento, mas uma combinação deles. Por exemplo, o seu profissional de saúde pode recomendar o uso de um aparelho intraoral junto com a terapia postural (ajuste da posição durante o sono) para ajudar a controlar a AOS. Em casos mais graves, uma abordagem híbrida que combina um dispositivo CPAP e um aparelho intraoral pode reduzir a pressão de ar necessária, tornando a terapia CPAP potencialmente mais confortável.
Intervenções no estilo de vida e abordagens comportamentais
Para algumas pessoas, especialmente aquelas com apneia obstrutiva do sono (AOS) leve, mudanças dedicadas no estilo de vida podem reduzir significativamente os sintomas.²⁴ Essas abordagens geralmente são recomendadas em combinação com outros tratamentos para maximizar seus benefícios.
Controle de peso: um aliado da terapia CPAP
A obesidade é um dos fatores de risco mais significativos para o desenvolvimento da apneia obstrutiva do sono (AOS).⁶ De fato, estima-se que até 40% das pessoas diagnosticadas com a condição também têm obesidade.⁷
Por causa dessa relação, o controle de peso é recomendado como um tratamento complementar para a AOS, ao lado de terapias clinicamente comprovadas como o CPAP. Para algumas pessoas, perder mesmo uma quantidade modesta de peso pode reduzir a gravidade da apneia do sono, diminuindo os depósitos de gordura no pescoço e nas vias aéreas superiores que podem estreitar a passagem respiratória.⁸
No entanto, a obesidade é apenas um dos muitos fatores que contribuem para a AOS. Tratar a obesidade nem sempre resolve as causas subjacentes da apneia do sono, e a perda de peso por si só não é uma cura clinicamente recomendada para a AOS. A apneia do sono é uma condição complexa que pode afetar pessoas de qualquer peso e está associada a outros problemas graves de saúde, como pressão alta, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.⁹
Pesquisas mostram que combinar intervenções de perda de peso com a terapia CPAP pode levar a melhorias maiores na saúde geral do que cada tratamento de forma isolada.¹⁰ Com noites de sono melhor usando o CPAP, você pode começar a se sentir mais disposto(a) a manter um estilo de vida saudável e ativo.
Técnicas de terapia posicional
Você ou seu parceiro(a) percebem que o ronco e as pausas na respiração pioram quando você está deitado(a) de costas? Se sim, você pode ter apneia obstrutiva do sono posicional (AOSP), o que significa que as interrupções na respiração ocorrem principalmente quando você está na posição supina (de barriga para cima). Se um exame do sono confirmar isso, a terapia postural pode ser uma opção muito útil. O objetivo desse tratamento é ajudá-lo(a) a não dormir de costas.

Você pode fazer isso com travesseiros especiais ou coletes que desestimulam dormir de costas. Existem também dispositivos posicionais vestíveis que vibram suavemente quando você vira de costas, promovendo uma mudança de posição sem acordar completamente.²⁵
Higiene do sono e mudanças comportamentais
Bons hábitos de sono e mudanças dedicadas de estilo de vida são a base da saúde e podem potencializar qualquer tratamento para apneia do sono.²⁴ Veja algumas mudanças comportamentais que você pode experimentar:
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Mantenha uma rotina de sono consistente. Ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias, inclusive nos fins de semana, pode ajudar a regular o relógio biológico do seu corpo e melhorar a qualidade geral do sono.
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Evite álcool e sedativos. O álcool, os sedativos, os relaxantes musculares e certos medicamentos relaxam os músculos da garganta, o que pode piorar o colapso das vias aéreas.
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Pare de fumar. O cigarro causa inflamação e retenção de líquidos nas vias aéreas superiores, o que pode agravar a apneia obstrutiva do sono.¹¹
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Avaliação com um fonoaudiólogo do sono. Um fonoaudiólogo especialista em sono pode avaliar se a terapia miofuncional é indicada para o seu caso. Essa abordagem utiliza exercícios específicos para os músculos da língua, dos lábios, do palato mole e da garganta e, quando recomendada, pode complementar o tratamento da apneia do sono.12
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Atividade física e exercícios respiratórios. Algumas práticas que combinam exercícios físicos e técnicas de respiração podem contribuir para a saúde geral e complementar uma rotina de hábitos saudáveis. Converse com o seu profissional de saúde para entender quais estratégias podem ser adequadas para o seu caso.
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Toque instrumentos de sopro. Tocar regularmente instrumentos como o didgeridoo ou outros instrumentos de sopro pode fortalecer os músculos das vias aéreas superiores, o que pode reduzir o ronco e a gravidade da apneia do sono.32
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Seja consistente(a). Para que as terapias baseadas em exercícios sejam benéficas, é importante torná-las parte da sua rotina diária. A prática consistente ao longo do tempo ajuda a construir e manter o tônus muscular necessário.
Intervenções cirúrgicas e avançadas
Em algumas situações, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados como parte do tratamento da apneia do sono. A indicação depende de fatores como as características anatômicas da via aérea, a gravidade da doença e as necessidades de cada paciente, devendo ser avaliada por um médico otorrinolaringologista com experiência em Medicina do Sono.
Opções cirúrgicas nas vias aéreas superiores
Diversas cirurgias visam remover ou reposicionar tecidos que obstruem as vias aéreas.
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Uvulopalatofaringoplastia (UPFP)²⁶: Um procedimento que remove o excesso de tecido do palato mole e da úvula para ampliar as vias aéreas.
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Avanço maxilomandibular²⁷: Uma cirurgia mais complexa que move o maxilar superior e a mandíbula para a frente de forma permanente, criando mais espaço nas vias aéreas.
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Cirurgia nasal²⁸: Procedimentos para corrigir um septo nasal desviado ou reduzir os cornetos nasais hipertrofiados podem melhorar o fluxo de ar e tornar outros tratamentos mais eficazes.
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Tonsilectomia e adenoidectomia: A remoção das amígdalas e adenoides é comum para a apneia obstrutiva do sono pediátrica.¹³
Independentemente das opções que você explorar, é fundamental discuti-las com o seu profissional de saúde antes de fazer qualquer mudança no tratamento. A terapia com CPAP continua sendo a abordagem mais comprovada e recomendada para o controle da apneia do sono e a melhora dos resultados de saúde a longo prazo.¹⁴
O CPAP não é igual para todos. Muitas pessoas que iniciam a terapia com CPAP enfrentam desafios com a máscara, e pode ser necessário experimentar algumas opções antes de encontrar uma que se ajuste confortavelmente. As máscaras de CPAP existem em diferentes estilos e tamanhos para atender a diversas formas de rosto, posições de sono e preferências de conforto. Não hesite em conversar com o seu profissional de saúde sobre as opções disponíveis. Eles podem ajudá-lo(a) a encontrar a máscara mais confortável para o seu rosto e tornar a sua terapia ainda mais eficaz.
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