Apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio respiratório comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo 1. Ela se caracteriza por interrupções repetidas da respiração durante o sono, causadas pelo colapso parcial ou total das vias aéreas superiores 2. A gravidade da AOS é classificada de acordo com a frequência desses eventos por hora de sono: considerada leve quando ocorrem entre 5 e 14 episódios por hora, moderada entre 15 e 30, e grave quando há mais de 30 interrupções respiratórias por hora 3.
O tratamento da apneia obstrutiva do sono envolve diferentes abordagens, que devem ser indicadas com base nas características clínicas de cada paciente e, neste conteúdo, nós, do Blog da ResMed, vamos te ajudar a entender melhor cada uma delas.
profissional de saúde especialista em sono que acompanha o seu caso para a recomendação ideal de tratamento, ok?
Continue a leitura para conferir!
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A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio de origem multifatorial — ou seja, pode ser provocada por diferentes causas, que variam de pessoa para pessoa. Fatores genéticos, anatômicos e comportamentais costumam estar envolvidos no desenvolvimento da condição. Entre os mais comuns, estão 3:
Essas causas podem atuar isoladamente ou em combinação, o que reforça a importância de uma avaliação individualizada por um profissional especializado em sono 4.
Identificar os sinais e sintomas da apneia obstrutiva do sono é essencial para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz 4. Muitas pessoas convivem com a condição por anos sem saber, justamente porque alguns dos sintomas mais comuns podem passar despercebidos ou ser atribuídos a outras causas 5. Entre as manifestações mais frequentes, destacam-se 6:
A apneia obstrutiva do sono conta com diferentes abordagens terapêuticas, que devem ser indicadas de forma personalizada, levando em consideração o quadro clínico, as características anatômicas e comportamentais do paciente — e, fundamentalmente, os resultados de um exame objetivo do sono, como a polissonografia 5. Quando bem conduzidos, esses tratamentos não apenas reduzem os sintomas, mas também previnem complicações cardiovasculares, metabólicas e cognitivas, promovendo ganhos concretos em saúde e qualidade de vida 4.
Em casos selecionados, especialmente quando há obstruções anatômicas nas vias aéreas superiores ou obesidade significativa associada, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados como parte do plano terapêutico 6. As principais intervenções incluem:
A indicação de qualquer procedimento cirúrgico deve ser feita de forma multidisciplinar, envolvendo um profissional de saúde especialista em sono e profissionais habilitados em cirurgia otorrinolaringológica, bucomaxilofacial ou bariátrica, conforme o caso. A decisão deve sempre ser baseada em avaliação clínica, exames de imagem e polissonografia 10.
As intervenções comportamentais fazem parte da base do tratamento da AOS, especialmente em casos leves ou como complemento às demais terapias. Elas visam modificar fatores que contribuem para o colapso das vias aéreas durante o sono. As principais incluem 11:
Essas medidas podem reduzir significativamente a gravidade da AOS e melhorar a adesão às demais formas de tratamento 12.
O uso de CPAP para tratamento da apneia do sono consiste em uma terapia não invasiva que oferece fluxo de ar nas vias aéreas e, consequentemente, ajuda a manter uma adequada respiração durante o sono. A utilização correta das máscaras e acessórios pode promover benefícios neurocomportamentais aos pacientes - pesquisa apontou redução da apneia em até 47% após uso contínuo de CPAP por dois anos 13.
A terapia com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) continua sendo o tratamento de primeira linha para a apneia obstrutiva do sono (AOS), especialmente nos casos moderados a graves 13. Quando utilizada de forma consistente, a terapia não apenas alivia os sintomas, mas também reduz significativamente os riscos de mortalidade geral e cardiovascular 14.
Uma meta-análise publicada em março de 2025 na The Lancet Respiratory Medicine analisou dados de mais de 1 milhão de pacientes com AOS. Os resultados mostraram que o uso regular do CPAP está associado a uma redução de 37% no risco de morte por todas as causas e de 55% no risco de morte por doenças cardiovasculares, em comparação com pacientes não tratados 15.
Além disso, a consistência no uso do CPAP está diretamente relacionada aos benefícios obtidos. Quanto mais horas por noite e mais noites por semana o dispositivo é utilizado, maiores são os ganhos em qualidade de vida e redução de riscos à saúde 16.
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